Aleixo Belov e Lars Grael : trajetórias que ajudaram a escrever a história da vela brasileira - Juci Ribeiro

Aleixo Belov e Lars Grael : trajetórias que ajudaram a escrever a história da vela brasileira

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 Por Juci Ribeiro

Por Juci Ribeiro

 Encontro de gigantes da vela: Lars Grael visita Aleixo Belov a bordo do Fraternidade no Rio

O encontro entre Lars Grael e Aleixo Belov a bordo do veleiro Fraternidade simboliza mais do que uma visita cordial: representa a união de duas trajetórias fundamentais para a história da navegação e da vela no Brasil.

Lars Grael é um dos maiores nomes da vela olímpica brasileira. Medalhista de bronze nos Jogos Olímpicos de Seul (1988) e Atlanta (1996), na classe Tornado, construiu uma carreira marcada por talento, superação e dedicação ao esporte. Após sofrer um grave acidente em 1998, que resultou na amputação de uma perna, Lars tornou-se também um símbolo de resiliência. Seguiu atuando no esporte como gestor, dirigente e incentivador de novas gerações de velejadores, ocupando cargos importantes na administração esportiva nacional.

Aleixo Belov é referência mundial em navegação oceânica. Nascido na Ucrânia e radicado na Bahia, tornou-se o primeiro velejador brasileiro a dar a volta ao mundo sozinho, façanha que realizou cinco vezes ao longo da carreira. Comandando o veleiro Fraternidade, Belov protagonizou travessias históricas, incluindo rotas desafiadoras como a passagem pelo Cabo Horn e expedições à Antártica. Sua contribuição vai além das conquistas pessoais: ele ajudou a consolidar a cultura da navegação de longo curso no Brasil e inspirou gerações de aventureiros do mar.

Enquanto Lars representa a excelência da vela competitiva olímpica, Belov personifica o espírito explorador das grandes travessias oceânicas. Juntos, seus nomes traduzem diferentes vertentes de uma mesma paixão — o mar — e reforçam o protagonismo brasileiro no cenário náutico internacional.

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