Saga sci-fi ‘Pharmakon’ rompe barreiras no cinema independente - Juci Ribeiro

Saga sci-fi ‘Pharmakon’ rompe barreiras no cinema independente

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 Por Juci Ribeiro 


  SCI-FI Cinema DE GUERRILHA


 _Com mais de 500 espectadores em sessões independentes, a obra de Angelo Santoro une terror, ficção científica e crítica social ácida no Estação Net Botafogo._


O cinema independente carioca prova que a criatividade e o "boca a boca" ainda são as ferramentas mais poderosas da sétima arte. A saga Pharmakon, destaque da mostra Cine Tupyfagia, consolidou-se como um destino obrigatório no icônico Estação Net Botafogo. Sob a assinatura do cineasta e escritor Angelo Santoro, a série de filmes mergulha no suspense e no terror de vanguarda para questionar a moralidade humana.


Um Triunfo da Resistência


Mesmo sem patrocínios oficiais, Pharmakon alcançou a marca expressiva de 500 espectadores. O sucesso não se mede apenas em números, mas na euforia pós-sessão: debates acalorados sobre as teorias da trama tomam conta dos corredores, alimentando uma ansiedade crescente por novos episódios.


O Reality Show Intergaláctico: Um espelho da podridão humana


A premissa é tão original quanto perturbadora: um reality show intergaláctico, comandado pelo enigmático Pharmakon (vivido por Lip D'carli), expõe as falhas sociais mais grotescas. Enquanto o primeiro capítulo focou na dependência, a nova fase disseca a corrupção e a ganância familiar.


Em entrevista, Angelo Santoro revelou a motivação por trás da obra:


"O filme mostra absurdos humanos muitas vezes normalizados pela repetição na sociedade. Minha visão traz a provocação: como seriam os olhares e as críticas de nossos 'vizinhos intergalácticos' diante desses comportamentos? O que me admira é ouvir do público que eles identificam os personagens com alguém de seu próprio convívio social", afirma o diretor.


Santoro também destaca a estética vintage e fantasiosa do longa, fruto de suas referências ao cinema clássico e lúdico: "O roteiro de Pharmakon pedia essa atmosfera. É uma forma crítica, mas também artística, de encarar nossas falhas."


Força Coletiva e Elenco


Nenhum fenômeno nasce sozinho. Santoro faz questão de exaltar o time que sustenta a obra, citando o roteirista e assistente de direção Felippe Napolitano, o diretor de fotografia Marcelo Delfino, e os assistentes Helen Iris e Alessandro Verás.


O elenco é uma vitrine de talentos que misturam frescor e experiência:

 

Protagonistas e Coadjuvantes: Regina Hadjedje, Helen Iris, Max Frederick, Rizia Fernandes, Mirian Muller, Alessandro Verás, Mya Vittori, Lip D'carli, Chris Pietro, Paullo Dourado, Priscila Dias e Alex Lopes.

Participações Especiais: Paulo Fernandes e Mariza Maciel.


Ao final de cada exibição, a pergunta que fica no ar é uma só: até onde o apresentador Pharmakon levará seus participantes em troca de audiência e entretenimento intergaláctico? O público, pelo visto, está pronto para descobrir.

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