Bloco da Capoeira vai desfilar com o tema “Capoeira é Ouro” - Juci Ribeiro

Bloco da Capoeira vai desfilar com o tema “Capoeira é Ouro”

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“Capoeira é Ouro” é o tema do Bloco da Capoeira para o carnaval 2023. O tema faz alusão a importância e legado do ouro no Brasil numa perspectiva negra a partir do orixá Osun (ou Oxum - rainha das águas doce, dona dos rios e cachoeiras, cultuada no candomblé e na umbanda, religiões de origem africana) e dos mistérios que envolvem a capoeira por meio de dois símbolos sagrados: mestres Gato Preto (que na década de 1980 foi coroado como o maior berimbau de ouro do Brasil) e Gildo Alfinete (que sempre usou a expressão ‘capoeira Angola é ouro’ em suas falas públicas).

   “O tema veio depois de um trabalho de pesquisa. Reflete a busca da valorização do legado do povo negro no período do ciclo do ouro no Brasil, nos estados de Minas Gerais, Bahia, Mato Grosso e Goiás, além da produção do ouro em diversas regiões do continente africano. O desfile será formado por diversas alas que conversam entre si, cada uma com sua representatividade”, disse Tonho Matéria, cantor, compositor e pesquisador.

    Entre as alas pensadas e que estão sendo produzidas, a Ouro Negro/Maculelê, Oxum, Ourives, Rei Sol, Garimpo, Berimbau de Ouro, Guardiões, Mistérios e Percussão. A linha de frente do bloco contará com um manifesto de tambores composto por capoeiristas foliões que representarão a ala da Vida. “Depois de dois anos pandêmicos, somos sobreviventes. Estamos aqui para agradecer a alegria de viver que temos”, acrescentou Tonho.

    Este ano, a Associação Socio Cultural – Bloco Carnavalesco Afro Mangangá está completando 22 anos de fundação e quinze de desfile e conta com o apoio do Governo do Estado da Bahia, programa Ouro Negro e Bahiagás e Prefeitura de Salvador por meio da Saltur. Como sempre faz em suas aparições na folia momesca, a agremiação vai levar para o circuito Osmar (Campo Grande/Avenida) vai levar o desfile a criatividade e inovações dos artistas de rua, e a valorização e importância dos cidadãos da melhor idade no processo democrático, representada pelos idosos do CSU do Nordeste de Amaralina.

    O desfile levará para a rua um mosaico de brilho e cores. A estampa do tecido das fantasias tem assinatura do artista plástico Alberto Pitta (Cortejo Afro). A montagem dos figurinos é do carnalavesco Anilton Dask, e Cristiano Vieira, designer das camisas. As coreografias ficam por conta dos líderes das alas.

    Oportunidade para profissionais de pouca visibilidade no decorrer do ano, a folia de Momo possibilita uma ocupação temporária. Para a execução do projeto do bloco, meses antes da realização do desfile a Associação Mangangá trabalha com costureiras, cria vagas para jovens que criam em oficina de adereços e ferreiros, e pra botar o resultado do produto na avenida, emprega músicos, dançarinos, motoristas, eletricista, serviços gerais, cordeiros e segurança totalizando mais de 600 pessoas. O bloco desfila na quinta de Momo, dia 16, às 20h, sendo o terceiro na ordem do desfile, no circuito Osmar (Campo Grande/Avenida).


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